sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

ANOS 70, CLÁUDIA CRUZ



ANOS 70
CLÁUDIA CRUZ



Ouvindo um rock antigo,
lembrei-me de minhas
andanças, meio garota,
meio moça, já não era mais
criança.

Saíamos eu e meu gato
por essa BR afora,
não tínhamos tanto
cuidado, que teríamos,
agora.

Mosqueiro era o destino,
a praia o nosso hotel,
não tinha muito conforto,
mas amor, estrela e
céu.

Com fé, esperança e bondade,
Sem lenço nem documento
Andávamos à vontade,
cabelos livres, ao
vento.

Filosofando, falando
de paz a qualquer irmão
nossa vida era vivida
com verdade e
comunhão.

Sob o sol e sob a lua
nosso olhar resplandecia,
era linda a juventude
e a vida nos
sorria.

Era o momento exato
de vivermos nosso amor.
Tempo em que fomos felizes
e muitas saudades
deixou.

A vida nos presenteia,
nos da, nos tira... Repõe.
Vai armando a sua teia,
nos prende, solta, semeia
nossa vida com
lições.

Aprendi que o nosso amor,
“aquele amor”, o primeiro,
não morre nem se esquece,
de seu amor verdadeiro.
Se morto em nós permanece,
se vivo, nos faz
inteiros.
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