segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Último sonho juvenil, Paulo R. C. Guedes



Último sonho juvenil
Paulo R. C. Guedes



Curicas, cangulas, rabiolas, piruetas,
perseguíamos borboletas,
até hoje elas nos seguem!

Chuteiras, gandulas, padiolas, muletas,
pulávamos roletas,
até hoje elas nos contam!

Chaveiros, bulas, gaiolas, amuletos,
entupíamos maletas,
até hoje elas nos guardam!

Caveiras, mandíbulas, violas, guetos,
enchíamos viletas,
até hoje elas nos sonham...

Ainda bem que o relógio despertou!


 
(Paulo R. C. Guedes, Belém do Pará, 1975).
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