Sarau no manicômio
Paulo R. C.
Guedes
Aniversário
no hospício
numa noite de luar
ninguém sabia ao certo
como iria terminar
Era louco se tremendo
Era doido se coçando
Era maluco bebendo
Era pirada vomitando
E a lua, lá em cima, espiando
não podia ter colher, garfo, faca
Era comida, bebida, derramando
tudo em cima de uma maca
A camisa de força enlouqueceu
usada como papel higiênico
encardiu e fedeu
coitado do médico, acadêmico
que foi amarrado com ela e morreu
E a lua, cada vez maior, influenciando
E os doidos comendo, bebendo e gritando
até que sirene tocou
todo mundo parou
o silencio pairou
E a lua, sorrindo, brilhando!
(Paulo R. C. Guedes, Canaã dos Carajás, 2013.)
numa noite de luar
ninguém sabia ao certo
como iria terminar
Era louco se tremendo
Era doido se coçando
Era maluco bebendo
Era pirada vomitando
E a lua, lá em cima, espiando
não podia ter colher, garfo, faca
Era comida, bebida, derramando
tudo em cima de uma maca
A camisa de força enlouqueceu
usada como papel higiênico
encardiu e fedeu
coitado do médico, acadêmico
que foi amarrado com ela e morreu
E a lua, cada vez maior, influenciando
E os doidos comendo, bebendo e gritando
até que sirene tocou
todo mundo parou
o silencio pairou
E a lua, sorrindo, brilhando!
(Paulo R. C. Guedes, Canaã dos Carajás, 2013.)
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