sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Celine Dion - My Heart Will Go On - With Titanic Pics - Plus Lyrics

Benjamin Button: the last moments... Francisco Vaz Brasil



Benjamin Button: the last moments...
Francisco Vaz Brasil


These are my last days
I am fighting against time
I’m living regressive moments
And I am in my ending hours

Nowadays my days are monotonous
I’m repeating the kindergarten for three times
And I feel fear from other children
And I don’t understand nothing from school

Nana shows me the elephant
-the gray monster –
Elyphant! Elyphant! Elyphant!

I am jumping over the bed
I take the cane and I call my soldiers
And I say: fight! Fight! Fight!
Again and again. Ever and forever,
I round the chairs hitting them and tables
- Let’s go soldiers: Fight! Fight!
Until the Victory!

Old and young ladies want to kiss me
But I have no time – it’s  late!
The watch of my life
Works in retroactive movements
It’s late. It’s just five. I need to sleep...

Nana shows me the great orange
- the enormous Sun!
The man who was here went away...
And my eyes are sleepy...
I don’t have dreams, only remembrances
I’m leaving for other dimension
And I can see my soldiers
In San Juan Hill.
Let’s go men!
Fight! Fight! Fight!

Now I’m seeing my unforgetable Hildegard
- I always will love you my Hildegard,
ever, forever and whatever!

And now I’m passing by the old Button’s house
On Monroe Street...
I am seeing my grandfather:
He seems me a shadow in my eyes...

Nana touches softly my face
I don’t know if the milk
is warm or cool
I am no hungry...
I only feel the smell of the milk
Like blossoms in the field...

I am in regressive time
My heart touches fast and strong
like a heart of a child
Time is over
I hear some echoes of my mind

Clank! Clank!  Shhhhh .....

ASSALTADO POR UM GUARDA-CHUVA, ELIAS RIBEIRO PINTO



ASSALTADO POR UM GUARDA-CHUVA
ELIAS RIBEIRO PINTO




COLUNA DESTA SEXTA (21.8.15) NO JORNAL DIÁRIO DO PARÁ

Sinto a pressão do cano do revólver mais forte entre as minhas costelas. Mas o ladrão permanece estranhamente em silêncio. Já me dispunha a levantar os braços quando me dei conta do que acontecera.

1 Não faz muito tempo eu e a minha mulher subíamos a Caetano Rufino, rumo à praça das Sereias, na Presidente Vargas, quando na esquina surge um carro da polícia, que para ao nosso lado. De dentro do veículo, um dos policiais nos alerta: “Cuidado que esta área é perigosa”. Diante da inesperada abordagem, agradeci ao guarda por sua preocupação, mas disse-lhe que morava logo adiante e conhecia bem “a área” em que eu pisava, deveras perigosa, concordei.

2 Realmente, era um sábado à tarde, e a Campina, como todo bairro central de grandes cidades aos finais de semana, esvaziada do movimento do dia a dia, respirava um ar de desalento, as ruas vazias propícias à ação da bandidagem. O policial tinha sido, reconheçamos, atencioso, preocupado com a exposição, digamos, indevida daqueles cidadãos supostamente do bem – eu e minha mulher. Mas o que esperamos da polícia é que efetivamente nos proteja, em vez de alertar sobre a ameaça de assaltos. E isto se faz com ronda e vigilância constantes.

3 Quem acompanha esta coluna, ou dela seja leitor eventual, já deve ter lido (ou flagrado, para nos valermos de uma linguagem mais apropriada ao clima policial) diversas vezes sobre a violência, a criminalidade que acompanha o nosso cotidiano – bem a propósito, a coluna de anteontem, “Um dia na vida do belenense”, versava (agora me permitam a licença poética) sobre este assunto.

4 E se já retorno ao tema o faço por causa de reportagem publicada, também na quarta-feira passada, no caderno Polícia do DIÁRIO, intitulada: “Bairro da Campina: moradores são reféns do medo”. “Durante o dia ou à noite, insegurança é constante em pleno centro de Belém”, informa o texto, que destaca, em particular, a ação – filmada por câmeras de rua – de assaltantes na passagem Fiúza, aqui pertinho de casa.

5 Olhem, se o que já escrevi sobre a criminalidade em Belém daria um livro de bom tamanho, um bom capítulo desse livro, ou até mesmo um opúsculo, seria preenchido com os relatos de roubos, assaltos e arrombamentos ocorridos aqui na Campina. 

6 Para desanuviar o clima, mas sem deixar de respirá-lo, vou recontar um episódio engraçado, ou tragicômico, que dá bem a dimensão do medo, da insegurança, do permanente estado de alerta que vivemos os campineiros (o que não é exceção, mas praticamente é regra para toda a população belenense, como contei na coluna anterior). Vamos ao caso.

7 Chegava em casa exatamente num sábado, trazendo do carro, deixado no estacionamento do lado de lá da rua (outro perigo essa travessia), bregueços vários, de livros a guarda-chuva.
Pego a chave para abrir a porta e sinto que algo me espeta a costela, pressionando-a. Elementar, meu caro leitor: é um assaltante com uma arma, que surgiu do nada, como eles surgem, ainda que eu tenha olhado em torno, precavido – como rezam os manuais de segurança. 

8 Sinto a pressão do cano do revólver mais forte entre as minhas costelas. Mas o ladrão permanece estranhamente em silêncio. Já me dispunha a levantar os braços quando me dei conta do que acontecera.

9 Ao levar a chave de casa até a fechadura, trouxe junto o guarda-chuva, que eu segurava na horizontal, sustentado entre a lateral da barriga e o braço direito, a ponta para frente e o cabo em gancho para trás. Ao realizar o movimento de girar a chave, o cabo se enganchou às minhas costas, o que me levou a supor que era o assaltante com uma arma que me surpreendia.

10 Olhei em torno e certifiquei-me que nenhum vizinho flagrara aquela estranha cena, como que se eu obedecesse a um comando, “estátua!”, da brincadeira infantil. Era uma situação digna do antigo seriado “Os 3 Patetas” – ou, numa versão “cabeça”, de um filme de Jacques Tati.

11 Mas não riam – quer dizer, podem rir. Eu mesmo quase tive um acesso de riso quando, aliviado, constatei o que ocorrera. Afinal, temos justificados motivos, decorrentes da insegurança reinante, para nos manter alertas.

12 Por isso, sorria (como diria aquele personagem do Chico Anysio) se for só o cabo de seu guarda-chuva fazendo as vezes de assaltante. E lhe dando um toque – nas costelas – para não marcar vacilo.

https://www.facebook.com/elias.ribeiropinto/posts/10204923377105820

A la que es demasiado alegre, Charles Baudelaire



A la que es demasiado alegre
Charles Baudelaire


Tu cabeza, tu gesto, tu aire
Como un bello paisaje, son bellos;
Juguetea en tu cara la risa
Cual fresco viento en claro cielo.

El triste paseante al que rozas
Se deslumbra por la lozanía
Que brota como un resplandor
De tus espaldas y tus brazos.

El destelleante colorido
De que salpicas tus tocados
Hace pensar a los poetas
En un vivo ballet de flores.

Tus locos trajes son emblema
De tu espíritu abigarrado;
Loca que me has enloquecido,
Tanto como te odio te amo.

Frecuentemente en el jardín
Por donde arrastro mi ironía,
Como una ironía he sentido
Que el sol desgarraba mi pecho;

Y el verdor y la primavera
Tanto hirieron mi corazón,
Que castigué sobre una flor
La osadía de la naturaleza.

Así, yo quisiera una noche,
Cuando la hora del placer llega,
Trepar sin ruido, como un cobarde,
A los tesoros que te adornan,

A fin de castigar tu carne,
De magullar tu seno absuelto
Y abrir a tu atónito flanco
Una larga y profunda herida.

Y, ¡vertiginosa dulzura!

A través de esos nuevos labios,

Más deslumbrantes y más bellos,

Mi veneno inocularte, hermana.