segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bombas y pronombres, por francisco vaz brasil


Bombas y pronombres
francisco vaz brasil

Dios mio, Dios mio,
¿porqué permites la existência
de otros dioses,
esos que permiten a sus hijos
que atan bombas a sus cuerpos
para matarse y a sus semejantes?

¿ya no bastaba murir
“de hambre, de bala o vicio”,
Y ahora por fanatismo e intolerancia?

Cotidiano, por francisco vaz brasil


Cotidiano
francisco vaz brasil

No açougue,
Ah, no açougue
As carnes, como estandartes,
Sorriem ante a agonia
Do meu bolso.

Embaixo, refiladas,
Lágrimas em barras,
Meus olhos estupefatos

Na ente-sala
Os sócios em ócio
Discutem os preços
E os destinos
Enquanto cigarros
Criam cinzas de lembranças.

Na rua os transeuntes
Admiram as vitrines,
enquanto isso, queimam-se
os campos de trigo
inflacionando o preço do pão

há milhões de fêmeas
parindo futuros finados

[nos cemitérios somos
pacientemente aguardados]

Es preciso reinventar el hombre, por francisco vaz brasil


Es preciso reinventar el hombre
francisco vaz brasil

El mundo está cambiado,
Y, con él, el hombre.
Las rosas ya no son rosas,
Son plasticas rosas atónitas
Pétalos químicos.

Hoy el hombre muere
No sólo de cáncer,
sida, tuberculosis o neumonia;
no más por el amor;
pero y principalmente
por su intolerancia.

Es preciso cambiar el rumbo del mundo
Es preciso reinventar el amor
Es preciso lo más temprano posible,

reinventar el hombre...

preferências, francisco vaz brasil


preferências
francisco vaz brasil

gosto
do silêncio da mata,

de secas folhas caindo;
da solidão do rio que à vida,

solenemente, tudo ao redor multiplica;
do cemitério, pois muito saber encerra;
da praça arbórea, e o ar que me perpetua;
gosto mais de janeiro, que a mim alegria traz.

da manga amarela que meu coração maturou;
prefiro a índia morena, da boca carnuda, desnuda,
de peito alti-pontudo, de púbis que não tem bronze,
de seu hálito de hortelã amanhecido

detesto a intolerância
que o mundo de hoje ensina
detesto a ignorância
de quem o nariz me empina.

De(Sen)Terras, por francisco vaz brasil


De(Sen)Terras
francisco vaz brasil

eles vieram de várias partes
de geografias várias
esgotos/pontes/campos/religiões
ilhas/reformatórios
& favelas condominiais

alojaram-se em frente ao palácio
& deitaram sobre interrogações
forrando grama e calçada

pela palavra de ordem
da assembléia geral
decidiram invadir o palácio
e contestar o poder

plantaram paralelos de rebeldia
apontaram seus olhos vermelhos
& seus esquálidos dedos enrugados

& sorriram seus cariados dentes
& discursaram frases de ponta
& seus ventres retos velavam a fome

na calçada, o livro ideológico, aberto pelo vento,
continha em uma página que teimava em afirmar:
no agri-sofrimento, o futuro do país...

eneros de sueños, francisco vaz brasil


eneros de sueños
francisco vaz brasil

quiero tener muchos eneros
para bulir guapas morenas

soy caballero errante
de muchas plagas pisadas
de cuchillo doble amolada
gitano de vida amante

soy caballero errante
y quiero muchos eneros
para abrazar las morenitas
besar sus bocas carnudas
en las noches más calientes;


trezentas chicas morenas

soy su chico más sincero
rosas blancas en las manos
muchos eneros yo quiero
hasta el fín de mis años...

agony's passangers, francisco vaz brasil

agony's passangers

francisco vaz brasil


o
olho
imóvel
inalterável
parece buscar
pedaços de infinito:
no exílio dos silêncios
estamos de passagem